O que meu desespero lhe gera?

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Eu me visto de forte, mas tem sido uma roupa velha e rasgada, já não me serve. Eu cresci demais para não admitir minhas fraquezas.

Eu já não aguento mais a solidão, é foda que apenas quem vem de um lar desestruturado consegue compreender que minha mochila é vazia.

Por um tempo achei que amor era abrir mão, pois era isso que eu fazia para quem eu amava, até eu compreender que não, e parar de abrir mão de tudo que sou pelos outros.

Sabe, é foda, eu me sinto completamente abandonada, eu não aguento esse sentimento. Eu sei, cresça e aprenda a lidar...

Já se imaginou como um animal doméstico? Ganha carinho quando convém, tem uma comida todos os dias no prato, muitas vezes que nem gosta, mas você come, afinal é tudo que tem. Sempre achei que a maternidade fosse abrir mão, eu descobri muito bem que ser filha é, ser mãe... não fica ao meu critério deturpar.

Eu aprecio aqueles que permitem a minha nudez, minha alma é tão fraca e clama tanto por atenção, eu já aceitei bem que é um erro procurar amor nas esquinas da vida, mas sabe, aceitar um erro não impede de repeti-lo.

Eu perdi a conta das contas que fiz para tentar me apagar, minha borracha é falha, assim como meu sorriso e meu desespero que já não geram nada. O que meu desespero lhe gera?


Me preencho de futilidades, pois as pessoas já não me cabem mais, eu compreendo qual é a flexibilidade necessária para me encaixar em qualquer canto, me encaixei bem em tantos, qual a dificuldade de encaixar-se em mim? (Está tão vazio aqui)


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