Não há como fugir

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Eu prometi não falar mais de você, não escrever sobre você e não mais pensar em você, mas aparentemente você tornou-se meu mal inevitável. Sua personalidade é meu vício de linguagem, o seu eu se adequá tão bem em meus personagens que simplesmente não há como fugir.

Eu finjo que não é você o fumante, o carcereiro, o cara que eu deixei de amar porque cortou o cabelo ou então a menina que quase morreu de amor sem saber que amava. Eu finjo mal, mas todos eles são parte de você.

Já faz meio ano que nos desconhecemos e para quem vive um passo de cada vez, seis meses é um pedaço da eternidade. Eu não vou mentir, eu ainda sinto sua falta, meu coração ainda decola quando lembra de você, e meu cérebro te ama ao ponto de minimizar os contras e só lembrar dos prós.

Os prós que foram maravilhosos, que são você, não sabia que havia relacionamento perfeito, depois disso, talvez, eu nunca consiga gostar de alguém. Eu vejo uma multidão em escala cinza, sem coração, e você pulsa em um verde vibrante.

Apesar de todos os motivos que arrumei para te odiar, eu te amo, eu te amo e eu te amo
Independe de onde esteja, com quem esteja e como esteja. 

Eu te amo. 


Não há como fugir, sempre irei escrever sobre você, não me desculpe


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