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Já que tudo que escrevo é sobre você. Isso também é sobre você, mas muito mais sobre mim. Sobre meu desejo ilimitado e amor exagerado, sobre como você fez eu exceder todos os meus limites e me tornou uma louca, quase, senão, inconsequente.  


Eu invejo a forma como tudo sempre pareceu mais fácil para você, no fim disse-me que se sentia mais leve, havia tirado um peso das costas, eu. Engraçado que eu sempre fui leve demais, metade de mim flutuava e a outra metade você nem se deu ao trabalho de conhecer.
Quando você se foi levou minha paz, minha sanidade e todo o meu sono junto. Eu queria que tivesse levado meu coração também, porque ele ainda lhe pertence, mesmo não estando mais presente.
Queria que a empatia fizesse uma morada em você, assim você poderia sentir um pouco dessa merda toda que está rolando comigo, os dias são fáceis sabe? O problema são as noites, as voltas para casa, chorar num ônibus lotado tornou-se praxe. Logo para mim, a guria que não chorava.
Espero um dia aceitar que perdi a pessoa incrível que você é, ou talvez, eu só note que você não é uma pessoa tão incrível assim.

Odeio olhar para minha cama vazia. Sabe... no meu travesseiro ainda vive seu cheiro, nem todas as lágrimas do mundo e nem a meia dúzia de lavagens que ele passou tirou você dele, assim como tudo que tentei não te tirou de mim.


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