Apesar de me fazer de durona, e dizer que não faço questão de amores, eu quero todos eles, quero alguém que se preocupe comigo. Digo que não ligo para o fato dos meus pais não se importarem ou não me amarem, mas me importo, sempre me importei, sempre doeu e tenho medo que talvez sempre vá doer.

Dizem que é um momento difícil quando você larga o aconchego do lar dos seus pais e tem que crescer, aí começa a valorizar sua casa e as pessoas que te criaram.  Bom, para começar se esse for o fato, acho que nunca estive em casa, cresci tão cedo que mal sei o que é ser imaturo, e o único aconchego que conheci foram dos estranhos amores que encontrei por aí.


Sei que o drama habita em mim, mas nem tudo se resume em minhas angustias, sempre doei todos os sorrisos, mas nunca aprendi sobre limites e de tanto doar acabei miseravelmente entre meus tormentos e assim perdi todos amores, mas assim também ganhei novos sorrisos, daqueles que, assim como eu, doaram cada pedaço de si. 

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Sobre o Autor

ANDRESSA PONTES Jornalista e fotógrafa nas horas vagas.Neste blog posto pensamentos,frases e textos de autoria própria. Me siga nas redes sociais e curta o blog!