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               Perdi-me no emaranhado de seus cabelos crespos, era uma cachoeira de cachos caídos suavemente nos lençóis. Tentei sem sucesso descobrir onde começava ou acabava o mesmo, mas foi em vão, era uma bagunça, assim como tudo que eu sabia sobre ela. Ela era uma eterna bagunça, cada um dos seus detalhes, desde suas gargalhadas exageradas até mesmo suas lágrimas sem motivo. 

Passei suavemente a mão em sua nuca e enrosquei meus dedos em seus cabelos embaraçados. Olhei-a mais uma vez e vi o quão tranquilamente dormia, pergunto-me se ela sonha com realidades mais cabíveis do que essa. Por fim, pousei suavemente a boca sobre sua testa e deixei-a aproveitar o resto de noite que havia disponível. Por mais que quisesse aproveitar cada segundo, sei que ela estava cansada, e já não era um direito meu tira-la de seu momento de paz.


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