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                Digo-te de antemão que tudo que for revelado aqui não passará de lorotas. A coragem que sempre me fora invejável na verdade nunca existiu. Tudo nunca passou de um lapso de revolta de um adolescente no auge dos seus 15 anos, acreditando em sonhos e criando realidades aleatórias em sua mente.
                Mas como já deixei claro anteriormente, nada disso deve ser levado a sério. Quando digo nada quero dizer nada mesmo.

                Aos corações que parti em torno desses longos anos peço mil perdões, nunca dei permissão para vocês se apaixonarem, mas sei que um apaixonado não precisa disso, não é mesmo?
                Perdoem-me pelos abraços frouxos e desmotivados que ofereci a cada um de vocês, seguido de sorrisos falsos e sem graça. Mas sei que se eu oferecesse minhas palavras rudes e objetivas seria mal compreendido a cada vírgula que pronunciasse.
                Antes de deixar por aqui mais palavras que não levam a nada e nem levarão, lhes digo que nenhuma dessas desculpas é sincera.  São apenas argumentos diretos para conseguir um pouco de compaixão. Não me arrependo de nada e faria tudo de novo... Talvez até de forma pior. Lágrimas sempre motivam leitores, e tanto você quanto eu sabemos bem disso.
                Prometo de agora em diante não me deliciar com palavras. Prometo também não negar mais nenhum sentimento, nem mesmo os que já não sinto (Daqui uns milésimos de segundos talvez eu prometa não mais entrar em contradição, mas isso acredito que não).


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