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                Depositei a ultima carta naquela caixa velha, a qual carregava há anos. Lacrei-a e lacrei em minha memória todas as lembranças que jaziam ali. Escondia-a em baixo do piso, abaixo da madeira que sempre rangia com o meu peso morto. Em um ultimo movimento antes de deixar aquele local, peguei a flauta doce que se perdia no emaranhado dos lençóis, os quais aos poucos abriam uma lacuna onde podia se transpassar o que eu tentava esquecer.

                Antes que mais algum pensamento insensato me dominasse larguei aquele local, não olhei para trás, ao caminho toquei uma melodia de despedida a qual nunca se repetirá.



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