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                Olhei para a menina pé rapada que se agarrava nas pernas daquele mal feitor, como se sua vida dependesse disso. Iríamos sair em uma jornada que não havia garantia que voltaríamos vivos. Nunca lhe dei permissão para trazer mais alguém.
- Quem é essa garota?
- Troquei-a na estrada por uma moeda de bronze – ele disse com desdém enquanto a olhava com malicia.
- Ela ainda é uma criança. Disse-lhe para não trazer brinquedos.
- Agora é minha esposa, e ninguém me dirá o contrario. – A garota aceitava fervorosa cada palavra dele. Provavelmente não passava de sua décima segunda primavera e já tinha que lidar com isso.
- Deixe-a na próxima cidade – antes que de ser contrariado, tirei o ferro no meu quadril e mirei nele – Venha comigo pequena, arrumo-lhe uma casa para trabalhar e com sorte ninguém ira te tocar lá. 
                A mesma soltou o laço das pernas dele e veio até mim.  Segurei sua mão e seguimos o caminho.
- Se você tiver sorte ele morrerá nessa jornada do contrário jamais o impedirei de vir te buscar. – Ela assentiu com a cabeça e apertou mais sua mão a minha. Sei que aquilo foi um pedido de ajuda silencioso. Tão silencioso que eu fiz questão de não ouvir.



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