Ego

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                Eu passei horas frente a essa pagina em branco pensando em palavras fáceis, tentando colocar em monossílabas os meus sentimentos. Tentando fazer dessas fúteis e insignificantes sensações poesia, mas palavras de longe foram suficientes. Lágrimas caíram e foram se evaporando no calor da minha ansiedade, que não foi pouca.  Mas todas essas horas se foram em vão.
                Em meu reflexo vi apenas um olhar vazio de um sorriso sem vida. Tentei acreditar em mim mesma por um segundo, mas nem mesmo ouvir minha voz me confortou. A muito havia deixado de ser quem eu intitulava. Lidar com essa personalidade que eu mesma havia criado me roubou noites de sono, me trouxe arrependimentos e medos excêntricos.
                Como dissertar que em meu cubículo jaz duas almas que se unem em apenas uma existência, em explicações confusas me perco... Estou em um início sem finidade.
                Gostaria de um pouco de compaixão, de uma ajuda monótona ou até mesmo voltar ao normal, aquele normal que encontramos a cada passo que damos na rua... Mas não, não me completo em uma existência insignificante, do contrario não me preencheria com duas. É tão raro e tão difícil não ser apenas mais um.


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