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          Tão escuro e ao mesmo tempo tão claro, tão vazio e tão cheio. Tanto desespero ao meio de tanta calma. Tanta ânsia de querer fazer tudo mudar e medo de ter tudo diferente. Minha falta de esperança consome cada raio de vida que há em mim. Não que eu esteja morrendo, a morte já chegou aqui há muito tempo, mas até sua presença fugaz se foi.
          Estranho como todas as manhas a luz do Sol evita me cobrir, mas os insistentes olhares não evitam me ferir. Minha mente me enlouquece cada vez mais ao me iludir, não tenho forças para controlar o que penso, por isso prefiro acreditar em mentiras que faço á mim mesmo.
           Meu transtorno mental me faz desejar cuspir minha alma. Mas sendo feliz ou infeliz, não tenho força para chegar até o fim, para entender o que já é inexistente, para deixar de ser uma mera presença mortal que se esvai quando menos se espera. Quando a esperança realmente brilha...  Quando a fé finalmente nasce... E minha luz finalmente se apaga, como todas as outras...


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